Category Archives: rádio

feriado

Depois de 100 anos de um estado republicano, hoje. Naquele passado “A monarquia mostrava-se exaurida e incapaz de conduzir e governar o país.“. ““Um erro puxa outro” e neste presente… quantas semelhanças de passado e de presente? A história repete-se?
Dia de pausa. Escuto de novo este programa bem interessante. E não apetece nada celebrar, nesta republica.

rádio

Agora ouço rádio em casa, durante a rotina do acordar até ao pequeno-almoço. Mas distraio-me e não ouço tudo. Abstraio-me. Não faz sentido para os meus sentidos… porque só sei ouvir rádio a andar de carro!

quente

Os 45º que marcava o meu novo amigo de 4 rodas quando saí da farmáciana às 13h fazem-me ficar inactiva, inanimada, sufocada!
Só apetece estar quietinha ao pé do ar condicionado, com todas as janelas bem fechadas, com o mínimo de luz possível para tentar arrefecer…
…e assim vagueando surgem sites bem interessantes e inspiradores. Aquie aqui. Achei também este programa da Antena1, o Portugal dos pequeninos. Deliciosa inocência e espontaneidade!

o mundo a cores

Ouvi a caminho de casa uma entrevista com a pintora Graça Morais em que ela dizia que ficou de lágrimas nos olhos quando viu ao vivo e a cores a pintura de Van Gogh em Paris porque até aí só a conhecia a preto e branco de uns livros antigos que existiam na biblioteca da sua escola.
Nunca saberei o que é sentir essa emoção.
Mas o seu discurso fez-me recordar a excitação da primeira televisão a cores que estava em casa dos meus avós e que foi ligada a primeira vez quando a electricidade chegou à aldeia. Era um dia de Verão, quente, assim como o de hoje. Houve foguetes, festa rija, e a pessoa mais velha da aldeia teve as honras de inaugurar a vinda da electricidade carregando num botão… ali, a luz chegou assim.

ambiguidade e ambivalência

[Coruña,4março2007]

Hoje o escritor brasileiro Nuno Santos dizia, numa entrevista para a rádio (no programa ‘Pessoal e transmissível‘ que admiro e que muitas vezes me faz companhia até casa), que a arte contraria toda a monotonia da vida. Eu sorri com o conceito. Acho que acredito nele. Dizia ainda que as suas palavras preferidas são ‘ambiguidade’ e ‘ambivalência’ e tem um livro chamado “Ó” que me pareceu bastante interessante.

Por detrás de toda a ambiguidade que nasce com os meus dias e de todas as ambivalências que se atravessam no meu caminho… hoje dava tudo por ter uma baía, assim como esta na Suíça, e ter tempo para ficar sentada ali. Sem mais nada. Numa manhã de sol. Wasting time

[?, 5junho2009]

lugares comuns

[Almeirim, 7janeiro2010]

As angústias profissionais ficaram esquecidas algures na noite.
Como alguém me disse baixinho ao ouvido… Pra quê chorar?
Em cada novo amanhecer há novas coisas boas que se podem descobrir.
Por exemplo:
Este programa pequenino da antena1, escassos instantes antes das 9h, os lugares comuns, que me faz perceber a quantidade de coisas que digo e ouço e que nem desconfio porquê.

Este vídeo que dá ganas de partir para saborear Cadiz, de novo.

[Cadiz, 2agosto2002]

quotidiano

7.30h O despertador empurra-me para a realidade, de mansinho. Ultrapassada a confusão do acordar organizo mentalmente as tarefas do dia. Deixo entrar a luz no quarto.
7.50h Higienes despachadas. É hora do pequeno-almoço. O pequeno-almoço gerava em tempos grandes controvérsias com o meu pai porque eu não gostava de comer de manhã e ele insistia… Agora sabe-me muito bem tomar o pequeno almoço, com calma. Agora sei que ele tinha razão.
8.25h Os 35kms que me separam do trabalho são precorridos com uma condução o mais ecológica possível. Saltito entre as estações da rádio. TSF. Antena1. Antena3. RádioClube. RádioAmália. Absorvo as informações. Sorrio com algumas publicidades. Às vezes tropeço em projectos interessantes. Canto alto. Surpreendo-me quando escuto uma música antiga e me apercebo que ainda me lembro da letra.
8.50h O momento mais ansiado da viagem radiofónica chega com os Sinais. Fernando Alves é genial! Breves minutos de uma voz grave e envolvente de pura magia de palavras, de combinações extraordinárias de pensamentos e ideias. Deslumbro-me. E assim também, nesta rotina matinal, me servem os Sinais de sinal, ouvidos uns metros mais perto ou mais longe do destino, para perceber se estou ou não atrasada.


[Benavente, 14janeiro2010]


[Almeirim, 30dezembro2009]