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olá Primavera!

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Uma coisa de que me orgulho é que sempre pressinto as mudanças de estação: alguma coisa no ar me avisa que vem coisa nova, e eu me alvoroço toda, não sei para o quê.
Na primavera do ano passado ganhei de uma grande amiga uma planta, prímula, tão misteriosa que no seu mistério está contida a explicação inexplicável de uma presença divina: o segredo do cosmos.
Essa planta , que aparentemente nada tem de singular, é dona do segredo da natureza.
Quando se aproxima a primavera, suas folhas morrem e em lugar delas nascem várias flores fechadas. A cor é roxo-violeta e branco, e mesmo fechadas têm um perfume feminino e masculino que é extremamente estonteador.
O segredo destas flores fechadas é que exatamente no primeiro dia da primavera elas se abrem e se dão ao mundo. Como? Mas como sabe essa modesta planta que a primavera acaba de se iniciar? E as flores se abrem de repente. A gente está sentada perto, olhando distraída, e eis que elas vagarosamente vão se abrindo se entregando à nova estação, sob nossos olhos espantados. E a primavera então se instala.

»

(Clarice Lispector)

Eu celebrei a chegada da Primavera com uma agradável passeio de bicicleta… E tive esta música na minha cabeça durante todo o dia!

caminhos

caminhos

Há caminhos que nem vão dar a lado nenhum mas que mesmo assim é importante que existam.
Eu ando sempre a procurar outros caminhos que estiquem ainda mais o sorriso!
E esta música é tão boa para acabar um domingo…

descanso

[Foto do M]

Os dias têm estado bonitos, amenos, luminosos.
À distância breve do merecido fim de semana descobri este blog, este outro e esta música.

para uns são alegrias…

…para outros tristezas são.
O carteiro não tem culpa.
É a sua profissão.

yellow mailman @ Amsterdam

Em Amsterdão o carteiro também distribui tristezas e alegrias!

fim e já iníco de semana


Depois de uns virús malvados e de uma terrível enxaqueca a semana já começou. Vi este filme. Descobri este blog e esta música.

Lisboa

@ Lisboa

Lisboa tem uma luz muito bonita.
Acho-a uma cidade elegante, atraente, cosmopolita. Mas mal cuidada, com demasiados edifícios magníficos ao abandono…
Esta música é um lindo retrato da cidade.
Se eu fosse turista em Lisboa, sim, gostava da cidade.

sábado preguiçoso

con todo mi cariño

Ontem
à tarde, este documentário sobre uma possível explicação para a crise financeira mundial. Questiona. Aponta o dedo. Explica todas as fraudes e toda a impunidade… tão semelhante em todo o mundo. Envergonha.
à noite, um óptimo concerto de Sérgio Godinho de músicas novas misturas com músicas já mais velhas.

Hoje
um sábado entre sofá, mantas, música, fotografia e mimos. Um bom e preguiçoso sábado.

mais outono

Autumn feeling

Mais coisas interessantes da net…
esta versão desta música,
esta outra música,
este vídeo,
este outro vídeo,
este blog e este.

E uma tarde em casa, a chuva lá fora e cá dentro com este sentimento de outono que me invade de cada vez que revejo as fotos da Holanda.

qualquer recanto

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Qualquer canção de amor
É uma canção de amor
Não faz brotar amor e amantes
Porém, se esta canção
Nos toca o coração
O amor brota melhor e antes


»

(Chico Buarque, Qualquer canção)

casas

«
(…)
Em cima fica o quarto dos amantes,
Dos poetas, viajantes
E dos loucos sem lugar;
Pintaram um baloiço na janela
Com a luz de uma aguarela
Para a lua baloiçar

Assim somos vizinhos de outras crenças,
De outros livros e sentenças
Outras formas de oração;
Mas quando a noite traz os seus momentos
Escapa destes aposentos
Um bater de coração.

(…)
»
(Manuel Paulo)

[para ouvir aqui, cantado por Camané e Sérgio Godinho]

Há coisas infinitas que ficam das viagens que se fazem. Os lugares, os sons das conversas, os cheiros. Quando recordo a Holanda… delicio-me com o modo de vida simples dos holandeses. Assim se vê que… menos é mais.

semana pequenina

calor. muitas horas de pé. poucas horas em casa. uma semana pequenina e atarefada com preparativos do casamentos do meu irmão. pouco tempo para fotografar…

~~ Sea Fence Friday ~~ {EXPLORE}

e hoje comprei música, em cds. assim.

gota de água

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Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor…

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água…

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor…

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água
Pode ser a gota d’água
Pode ser a gota d’água….

»

(Chico Buarque)

Pode ouvir-se aqui.
Uma letra sublime combinada com uma música de uma beleza única…

almost summertime

O domingo passou devagar. Calmo, descansado, sem sair de casa.
Assim como esta música.
A esplanada da varanda serviu hoje de estúdio para fotografar.
A Mia descobriu que gosta da varanda e que há um mundo novo para lá dos vidros.
Mas acho que ainda não percebeu que para lá da grade há uma altura de um primeiro andar…

sabor de um clássico

No fim de um dia de domingo de descanso incompleto, com a Mia a dormir ao meu colo, deixo o meu pensamento à solta nas minhas indecisões, minha passagem para um breve instante da loucura…
assim, meu desafio, minha aventura…

«
Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

»

(José Carlos Ary dos Santos, Cavalo à solta)

Aqui, interpretada por Viviane, numa versão que surpreende.

instead

instead

Hoje foi a minha vez de publicar a minha foto no PhPj.
O desafio era ter por detrás da foto a inspiração de um poema ou de uma música…
Esta foto foi tirada em Espanha, em Ronda e gostei do contraste entre as duas janelas.
A letra desta canção é feita também de contrastes.
Instead, de Madeleine Peyroux, pode ouvir-se aqui.

«
(…)

Instead of feelin’ broke
Buck up and get yourself in the black
Instead of losing hope
Touch up the things that feel out of whack
Instead of being old
Be young because you know you are
Instead of feeling cold
Let sunshine into your heart

(…)
»